sábado, 20 de outubro de 2007

Observatório da imprensa : MÍDIA & VIOLÊNCIA : O Rolex do Huck


Reportagem :



Por Fabiana Machado Monteiro em 16/10/2007

A celeuma em torno do artigo do Luciano Huck já beira o ridículo e mostra o quão mesquinhas as pessoas podem se tornar diante de um fato tão banalizado nos dias de hoje.
O apresentador, pelo pouco que conheço de sua vida particular, trabalha desde cedo, conquistou sua fortuna com competência e talento, nunca o vimos envolvido em escândalos ou em jornais de fofocas quentíssimas e infames, sabemos ter ele um certo "toque de Midas" (e o que os críticos com sua revolta têm a ver com isso?) e parece-me, certamente, que ele tem todo o direito de ter um Rolex ou um carro de três dígitos ou o que quer que seja que desperte atenção de pessoas.
Ora bolas, o dinheiro é dele, e não de empreiteiras, falcatruas ou mensalões... É usado para o bem estar seu e de sua jovem família e, quem sabe, para qualquer tipo de caridade que ele, com certeza, deve fazer. Lembrando também que sua mulher rende bons lucros, não com pensões de filhos bastardos ou capas de Playboy oportunas, mas com trabalho, carisma e talento.
Não consigo entender o tom jocoso de algumas críticas em torno do episódio envolvendo o roubo de seu relógio. Qualquer pessoa fica revoltada, se sentindo traída pelas autoridades e desnuda diante da violência que lhe é acometida e tem, sim, sentimentos diversos em relação às emoções confusas que lhe tomam o peito.
Se isso se manifesta com raiva, pena, revolta ou descaso, é um problema de foro particular. Algumas vítimas se escondem, outras escrevem cartas revoltadas para os jornais, outras chamam o BOPE e outras, ainda, que têm a mídia ao seu lado, escrevem artigos. É a forma de desabafo, é a maneira encontrada para extravasar o que todo cidadão brasileiro tem vontade de gritar: não agüentamos mais! Lemos diariamente artigos assim.


Comentário:


Concordo com a reportagem , uma pessoa que trabalhou duro para conseguir adquirir seus bens, tem o direito de expressar sua indignação diante de um ato violento como foi o caso de Luciano Huck e não especificamente com ele. Qualquer cidadão brasileiro tem o direito e o dever de demonstrar públicamente sua indignação pela falta de segurança pública a que tem direito, por conta de suas obrigações cumpridas rigorosamente em dia. É o mínimo que se pode fazer.

Aula 11/10/2007


Nessa aula começamos a ler e entender um texto sobre cultura.

Nas explicações do professor ele disse que tudo que nos diferencia dos animais é cultura, e que a cultura é uma invenção humana, tudo que existe no mundo somos nós que inventamos, e a partir dessa tese fica claro que não há sentido nenhum no mundo, e que a linguagem é cultura e é também através dela que a gente muda o mundo.


meio louco isso neh ???

eu também achei.

rs

Observatório da imprensa : RECORD vs. GLOBO : Desligue a TV e ganhe esta guerra.


Reportagem:


Por Fábio de Oliveira Ribeiro em 16/10/2007

As redes privadas de TV vivem do dinheiro que arrecadam dos anunciantes e patrocinadores. Como estão mais comprometidas com suas sobrevivências, as companhias fazem qualquer coisa para valorizar os intervalos comerciais. Assim, a qualidade da programação vem em segundo lugar.
A disputa entre Record e Globo não vai necessariamente beneficiar os telespectadores. Com ambas se engalfinhando por causa do pote de ouro no final do arco-íris, o resultado pode ser o inverso.
A fórmula do jornalismo 24 horas já é uma velha conhecida. O Ted Turner encantou o mundo ao criar a CNN, triunfou com a Guerra do Golfo, mas algum tempo depois seu império noticioso deixou de ser tão interessante.
É literalmente impossível sustentar uma programação jornalística só com novidades. Então as redes de TV que se dedicam exclusivamente ao jornalismo têm que requentar a mesma notícia várias vezes. E ao fazerem isto elas se tornam mais cansativas do que a internet.

Nem tudo está perdido

A baixa interatividade da TV brasileira e a concentração de poder na mão de duas ou três grandes redes nacionais também provocam distorções. As grandes redes não se interessam por temas locais. De que adianta o cidadão saber o que ocorre no Oriente Médio ou em Mianmar em tempo real se aquelas realidades distantes não reclamam nem possibilitam sua intervenção? Além disto, ao concentrar sua atenção num local distante onde os telespectadores não podem interferir, a mídia televisiva distancia os cidadãos das realidades do seu bairro, da sua cidade, ou seja, dos locais em que eles poderiam atuar em benefício próprio e de suas comunidades.
A competição jornalística entre as grandes redes tende a trazer para nosso cotidiano mais notícias desnecessárias. Se a Record fizer a melhor cobertura política da Ásia, a Rede Globo pode acabar se esforçando para cobrir em detalhes a fauna e flora da Austrália. O resultado será curioso e desastroso. Nós nos tornaremos especialistas em questões políticas chinesas e aprenderemos como alimentar cangurus, mas as ruas de nossos bairros continuarão esburacadas e os prefeitos e vereadores a fazerem o que bem entendem (e muitos entendem apenas de traquinagens, que usam para se apoderar do dinheiro público enquanto ficamos boquiabertos diante da TV).
Mas nem tudo está perdido. A guerra das TVs pode acabar se tornando uma programação tão chata que muitos telespectadores desligarão suas caixinhas luminosas sonorizadas e passarão a cuidar melhor de suas próprias vidas.


Comentário:


Concordo com as críticas referentes à nova Record, tal qual sua conclusão "desligue a tv e ganhe esta guerra" . No entanto, não deixa de ser uma vitória romper o favoritismo da Rede Globo.
Mas assistí à Record News algumas vezes e a programação tem me parecido muito boa. Não tem só notícias como dito acima, mas documentários e muitas entrevistas (política, música, variedades, economia, medicina, futebol e esportes em geral, etc.)

Aula 13/09/2007


Apresentação dos trabalhos sobre o Livro: O CORPO FALA.

que mostra a linguagem silenciosa da comunicação não verbal para o homem e a mulher, o jovem e o maduro, o casado e o solteiro, o profissional de qualquer área, para todo o ser humano.


Observatório da Imprensa : TV GLOBO, O português dos locutores esportivos


Reportagem :



Por Deonísio da Silva em 16/10/2007

Quem acompanhou pela TV Globo o jogo Colômbia e Brasil, domingo último, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, pôde mais uma vez apreciar os desvios da norma culta, às vezes enriquecedores, por ensejarem visão de todo original, outras empobrecedores, por representarem simples abusos e irresponsabilidades, como se os jornalistas esportivos estivessem acima de obrigações de colegas de outras especialidades na imprensa e tivessem licença para transgredir as normas.
Assim, o narrador Galvão Bueno pergunta ao comentarista Paulo Roberto Falcão se o Brasil "mexeu" no intervalo.
Bem, um dos sentidos do verbo mexer, do latim miscere, misturar, é movimentar-se, e nesse sentido o Brasil não se mexeu muito no primeiro tempo.
Provavelmente, pelo contexto, os telespectadores entendiam o novo significado do verbo mexer, que não era o de misturar ou de movimentar-se, mas o de substituir alguém. Mexer no time tem este significado.
Com todos os recursos tecnológicos disponíveis, cuja excelência era constantemente reiterada por closes, repetições e novos ângulos, os telespectadores passaram quase todo o primeiro tempo sem saber que o goleiro Júlio César não levara um cartão amarelo, informação passada logo nos primeiros minutos.
O goleiro não recebera cartão amarelo, tal como erroneamente tinha sido informado por Galvão Bueno, no lance em que tentara substituir a bola murcha. E quando recebeu o primeiro, que para Galvão era o segundo, e portanto deveria ser expulso, pois de acordo com as normas o segundo cartão amarelo num jogo vale por um vermelho, permaneceu em campo. Foi preciso o intervalo do primeiro para o segundo tempo para se saber que o cartão amarelo atribuído a Júlio César tinha sido dado a Lúcio.
Outro verbo curioso é enfiar, cuja origem é fio, do latim filum. No sentido figurado, como era o caso, quando se diz que determinado jogador enfiou a bola para o companheiro, é como se um fio a levasse de um a outro jogador.
Enfiar, verbo de múltiplas acepções, tem, neste caso, o sentido de colocar a bola num determinado ponto, entre adversários.
Mas colocar, no futebol, tem um significado bem diverso do que lhe dão os dicionários. Significa chute fraco e preciso na cobrança de faltas, especialmente do pênalti, em que a bola é como que colocada em seu destino com a mão. Ou, no dizer poético de Armando Nogueira, quando o jogador dá ao pé astúcias de mão.

Comentário:


Achei o artigo da maior arrogância possível. Nunca fui fã do Galvão Bueno, mas assisto frequentemente coberturas esportivas. Os exemplos relatados pelo autor do texto “mexeu” e “enfiou” não podem ser considerados como erro, pois são apenas termos consolidados de um tipo de código que faz parte do futebol, e é usado tanto pela imprensa quanto por torcedores. Nos comentários descreveram também que “boca do gol” está errado. Pelo amor de Deus! E o que dirão de “truvista no fedor” ou “balançou o capim na horta do goleiro fulano”? Erro de português é uma coisa, adaptação da linguagem é outra bem diferente.

Aula 23/08/2007 - Mensagens Subliminares


Foi passado pra gente um video contendo varios tipos de mensagens subliminares em diversas propagandas.


O conceito de Mensagem Subliminar é muito abrangente e profundo. De acordo com a Psicologia acadêmica, mensagem subliminar é todo estímulo produzido abaixo do limiar de nossa Consciência cotidiana, onde o cérebro trabalha na famosa freqüência Beta. Existem as mensagens subliminares podem ser principalmente visuais e auditivas, porém muito se tem investido no seu uso em outros órgãos dos sentidos.


MENSAGENS SUBLIMINARES NA PUBLICIDADE:


Como a inserção de imagens, palavras, ícones ou idéias não pode ser percebida pelo consumidor em nível normal de consciência, entendemos que o objetivo maior de sua utilização é controlar ou manipular as mentes das pessoas.

Observatório da imprensa : Aborto: o que falta discutir


Reportagem:


Por Ligia Martins de Almeida em 16/10/2007

O fato de o aborto ser ilegal ou permitido parece não fazer diferença para as mulheres que querem interromper uma gravidez. A conclusão é da Organização Mundial de Saúde, que levantou dados em diferentes países onde o aborto é proibido e permitido por lei. A matéria, do New York Times, foi traduzida e publicada pelo jornal O Estado de São Paulo em 13/10/2007.


Os principais pontos levantados:
*** As taxas de aborto são parecidas entre países onde a prática é legal e onde é ilegal.
*** A proibição do aborto não inibe sua prática. A taxa de aborto por 1.000 mulheres, em 2003, foi semelhante na maioria das grandes regiões do mundo - África, Europa e América Latina - ficando entre 25 e 35.
*** Em todo o mundo os abortos correspondem a 13% das mortes de mulheres durante a gravidez ou parto.
*** Cerca de 20 milhões de abortos que podem ser considerados inseguros são feitos todos os anos no mundo e 67 mil mulheres morrem por complicações decorrentes desta prática, a maioria em países em que o aborto é considerado ilegal.
*** O número total de abortos no mundo caiu de 46 milhões, em 1995, para 42 milhões em 2003 – redução de 8,7% em oito anos.
*** A melhor forma de diminuir as taxas de aborto não é considerá-lo ilegal, mas tornar os métodos anticonceptivos mais disponíveis.
A publicação da pesquisa – e a defesa feita pela OMS da maior divulgação da anticonceptivos - certamente vai levantar novamente a discussão sobre descriminalização do aborto no Brasil.
O tema foi discutido pelo ministro da Saúde no início do ano, como lembrou O Estado de São Paulo num box de complementação da matéria: "De acordo com pesquisas acadêmicas, são feitos cerca de 1 milhão de abortos ilegais todos os anos no Brasil e cerca de 270 mil mulheres são internadas no Sistema Único de Saúde com complicações decorrentes disso".
Distribuição de anticoncepcionais
Talvez esteja na hora da imprensa discutir o assunto sob outro enfoque: em vez de perguntar se o aborto deve ser proibido ou liberado, é hora de perguntar como anda a distribuição de anticoncepcionais para as populações carentes no Brasil.
Seria interessante verificar se o ministro, ao propor a descriminalização do aborto, não está distraindo a atenção do público para o verdadeiro problema: o que o governo está fazendo para impedir que as mulheres, frente à gravidez indesejada, acabem optando pela prática do aborto. O que falta a estas mulheres: informação ou acesso aos anticoncepcionais?
Seria oportuno fazer uma conta para verificar quanto o governo economizaria se distribuísse anticoncepcionais a todas as mulheres que precisam, comparando com o custo de procedimentos do SUS para tentar remediar o problema e, principalmente, quantas mortes poderiam ser evitadas se a população carente tivesse a informação e os cuidados necessários para evitar o aborto.
Seria mais interessante ainda verificar se uma forte campanha de educação das mulheres mais pobres - sobre gravidez e maternidade - poderia acabar com o assassinato de crianças que são jogadas no lixo, nos rios e nas cisternas, porque as mães, despreparadas e desequilibradas, optam pela solução criminosa. Porque não tiveram escolha entre ter ou não ter filhos.


Comentário :


Infelizmente a questão do aborto no Brasil quase sempre está polarizado em duas frentes: feministas X igreja. As feministas defendem porque se julgam donas de seu próprio corpo e encaram isso como parte de sua emancipação. A igreja é contra porque é pecado e posiciona-se a favor da vida. Muito longe de ser um direito ou um "pecado" a discussão sobre o tema, que a imprensa tem o dever de alavancar, é muito mais complexo. Mesmo com programas eficientes de planejamento familiar e acesso à anticoncepcionais mulheres continuam recorrendo ao aborto. Quem é contra não apresenta nenhuma solução para o problema. É também preciso analisar o impacto social que a descriminalização teria. Como todo assunto polêmico, não existe consenso. Mas o importante é que o debate continue, principalmente através da mídia.
video de uma campanha contra o aborto : http://www.youtube.com/watch?v=gZ1TNAiJleY

Aula 16/08/2007 - Graduação


Nessa aula o professor Falou sobre Graduação e as várias diferenças entre Universidade e Faculdade, falou-se bastante também sobre o profissional da Comunicação e como atuar no mercado, na outra parte falamos um pouco sobre como o corpo fala com gestos que as pessoas nem se dão conta que estao fazendo quando mentem ou quando estão desinteressadas num certo assunto.