
Reportagem :
Por Deonísio da Silva em 16/10/2007
Quem acompanhou pela TV Globo o jogo Colômbia e Brasil, domingo último, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, pôde mais uma vez apreciar os desvios da norma culta, às vezes enriquecedores, por ensejarem visão de todo original, outras empobrecedores, por representarem simples abusos e irresponsabilidades, como se os jornalistas esportivos estivessem acima de obrigações de colegas de outras especialidades na imprensa e tivessem licença para transgredir as normas.
Assim, o narrador Galvão Bueno pergunta ao comentarista Paulo Roberto Falcão se o Brasil "mexeu" no intervalo.
Bem, um dos sentidos do verbo mexer, do latim miscere, misturar, é movimentar-se, e nesse sentido o Brasil não se mexeu muito no primeiro tempo.
Provavelmente, pelo contexto, os telespectadores entendiam o novo significado do verbo mexer, que não era o de misturar ou de movimentar-se, mas o de substituir alguém. Mexer no time tem este significado.
Com todos os recursos tecnológicos disponíveis, cuja excelência era constantemente reiterada por closes, repetições e novos ângulos, os telespectadores passaram quase todo o primeiro tempo sem saber que o goleiro Júlio César não levara um cartão amarelo, informação passada logo nos primeiros minutos.
O goleiro não recebera cartão amarelo, tal como erroneamente tinha sido informado por Galvão Bueno, no lance em que tentara substituir a bola murcha. E quando recebeu o primeiro, que para Galvão era o segundo, e portanto deveria ser expulso, pois de acordo com as normas o segundo cartão amarelo num jogo vale por um vermelho, permaneceu em campo. Foi preciso o intervalo do primeiro para o segundo tempo para se saber que o cartão amarelo atribuído a Júlio César tinha sido dado a Lúcio.
Outro verbo curioso é enfiar, cuja origem é fio, do latim filum. No sentido figurado, como era o caso, quando se diz que determinado jogador enfiou a bola para o companheiro, é como se um fio a levasse de um a outro jogador.
Enfiar, verbo de múltiplas acepções, tem, neste caso, o sentido de colocar a bola num determinado ponto, entre adversários.
Mas colocar, no futebol, tem um significado bem diverso do que lhe dão os dicionários. Significa chute fraco e preciso na cobrança de faltas, especialmente do pênalti, em que a bola é como que colocada em seu destino com a mão. Ou, no dizer poético de Armando Nogueira, quando o jogador dá ao pé astúcias de mão.
Assim, o narrador Galvão Bueno pergunta ao comentarista Paulo Roberto Falcão se o Brasil "mexeu" no intervalo.
Bem, um dos sentidos do verbo mexer, do latim miscere, misturar, é movimentar-se, e nesse sentido o Brasil não se mexeu muito no primeiro tempo.
Provavelmente, pelo contexto, os telespectadores entendiam o novo significado do verbo mexer, que não era o de misturar ou de movimentar-se, mas o de substituir alguém. Mexer no time tem este significado.
Com todos os recursos tecnológicos disponíveis, cuja excelência era constantemente reiterada por closes, repetições e novos ângulos, os telespectadores passaram quase todo o primeiro tempo sem saber que o goleiro Júlio César não levara um cartão amarelo, informação passada logo nos primeiros minutos.
O goleiro não recebera cartão amarelo, tal como erroneamente tinha sido informado por Galvão Bueno, no lance em que tentara substituir a bola murcha. E quando recebeu o primeiro, que para Galvão era o segundo, e portanto deveria ser expulso, pois de acordo com as normas o segundo cartão amarelo num jogo vale por um vermelho, permaneceu em campo. Foi preciso o intervalo do primeiro para o segundo tempo para se saber que o cartão amarelo atribuído a Júlio César tinha sido dado a Lúcio.
Outro verbo curioso é enfiar, cuja origem é fio, do latim filum. No sentido figurado, como era o caso, quando se diz que determinado jogador enfiou a bola para o companheiro, é como se um fio a levasse de um a outro jogador.
Enfiar, verbo de múltiplas acepções, tem, neste caso, o sentido de colocar a bola num determinado ponto, entre adversários.
Mas colocar, no futebol, tem um significado bem diverso do que lhe dão os dicionários. Significa chute fraco e preciso na cobrança de faltas, especialmente do pênalti, em que a bola é como que colocada em seu destino com a mão. Ou, no dizer poético de Armando Nogueira, quando o jogador dá ao pé astúcias de mão.
Comentário:
Achei o artigo da maior arrogância possível. Nunca fui fã do Galvão Bueno, mas assisto frequentemente coberturas esportivas. Os exemplos relatados pelo autor do texto “mexeu” e “enfiou” não podem ser considerados como erro, pois são apenas termos consolidados de um tipo de código que faz parte do futebol, e é usado tanto pela imprensa quanto por torcedores. Nos comentários descreveram também que “boca do gol” está errado. Pelo amor de Deus! E o que dirão de “truvista no fedor” ou “balançou o capim na horta do goleiro fulano”? Erro de português é uma coisa, adaptação da linguagem é outra bem diferente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário